sábado, 22 de novembro de 2008

Preciso de ti!


E quando a vida fica confusa por perderes um amigo?

Perguntas-te a ti própria, porquê?

Porquê ele?...

E tu procura, procuras... E não encontras razão!...

Porquê? Porquê ele?!!!

Porque não eu? Questionas-te...

Mereço mais?

O que me reserva a vida para me deixar continuar cá?

Voltas a procurar uma resposta, mas não encontras!

Ficas de rastos por não entenderes.

Ficas sem força, sem coragem, sem...

... e guardas-te!

Guardas-te no meio de um vazio que criaste!

Embora tenhas, por vezes milhões de amigos à volta...

... tu estás num vazio!

Mas tens amigos!!!

E só queres o ombro de um!

Só ele te serve de consolo,

aquela voz suave, que te acalma.

Aquele que te entende!

Aquele amigo que é tão raro...

Que pensavas já não existir seres assim!...

É só esse que tu queres,

pois só ele te dá ânimo.

E pensas... Preciso de ti!!!

Agarragas no telemovel e ligas.

Na esperança, tão só,

de ouvires a tal voz que te acalma,

que te dá força, te faz rir...

Mas do outro lado ninguém responde...

E tu insistes!... Insistes...

Nada!!!...

Mas tu sabes que ele está lá!

Onde?!!! Voltas a questionar-te.

Preciso de ti!

Quero fugir!!!

Não deixes!!! Estou confusa!

Preciso de ti!... das tuas palavras amigas!

Do calor da tua sinceridade,

da doçura... da simplicidade...

E choras... AMIGO!!!...

Preciso de ti!!!

Preciso de PAZ!!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Um Sonho... Uma Ilusão...


Não sei…

Não sei o que sinto,…

não entendo!

Este rio de chamas que atravessa meu corpo,

minhas veias meu sangue agora são lava,

incandescente como a nossa paixão,

incandescente como o sol que brilha,

como a fogueira que arde à noite na areia.

A mesma areia da praia que sonhamos um dia pisar.…

A praia onde um dia nos vamos amar.

Sinto saudades de ti…

porquê?

Não sei…

Porque te amo talvez!

Talvez?

Terei eu, ainda, medo de assumir o amor?

O pessimismo que se apoderou de mim ao longo dos anos...…

Prometeste quebra-lo!…

Mas o medo persiste.

Oh angustia cruel, de ter um dia sofrido!

Oh, Tu amor que me queres?...

Perdão!

Perdão?

Este desejo de amar-te agora

Sou fogo ardente, sou vulcão…

Sou o desejo incandescente em tuas mãos,

teu corpo ardente me queima de paixão!

E eu feneço aqui na ilusão!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

A caixinha de música

Quando era criança, sempre desejei ter uma caixinha de música!
Todos os Natais, por entre as mais de 40 prendas que tinha no sapatinho, eu procurava a minha Caixinha de Música!
Nunca a pedi, pois sempre acreditei que o Menino Jesus sabia do meu desejo! ...podia ser de madeira, plástico, metal, ou até mesmo de cartão...
Eu só queria uma Caixinha de Música!
Hoje, comparo as pessoas a Caixinhas de Música... Algumas têm adornos, mas por dentro estão vazias... Outras quase não têm adornos, mas ecerram grandes tesouros.
Outras há, que quando as abrimos, nos mostram um interior tão tão complicado que nos perdemos entre os seu labirintos...
E há aqueles que são transparentes! Que quando olhamos já sabemos como vão actuar.
Sempre me ocorreu que as pessoas são como Caixinhas de Música... que só as conhecemos e conseguimos amar ao ouvir a sua música interior. Porque essa música tem alguma coisa de mágica e reflecte a beleza da sua alma.

Hoje, ao desperdir-me de ti, ofereci-te uma Caixinha de música! Não pela caixa, não pela música, mas pelo significado que representa para mim. Dentro dela depositei toda a minha amizade e carinho.
A saudade fica cá... das tuas "birrinhas", do teu sorrizo maroto, das gargalhadas e principalmente de ti!
Nesta nova etapa da tua vida, desejo-te toda a força do mundo para que consigas chegar a todas as metas que traçares para a tua vida. E, se algum dia sentires "uma pedrinha no sapato, que te impeça de caminhar" senta-te, descalça-te e tira a pedrinha, mas nunca baixes a cabeça perante a vida.
Conta sempre comigo! Muita sorte!
Da tua amiga.

PS.: Eu nunca tive a minha Caixinha de Música!!!

(Mensagem escrita a uma adolescente que saiu das saias da mãe para estudar fora)

sábado, 21 de junho de 2008

Saudade...


Saudade...

Daquele que percorreu

Caminhos erróneos!!??

Mas que me ensinou

A seguir o caminho

Da dignidade, do respeito

E da sabedoria.

Que me mostrou a vida

De maneira doce

Que acalentou sonhos

A meu respeito

E não pode vê-los concretizar.

Que apesar dos erros

Tinha orgulho de ser PAI

MEU PAI!!

Não te posso ouvir agora

Furioso...Por não me ter comportado.

Ver teu sorriso...

Por eu ter alcançado o sucesso

Por menor que fosse.

Sentires orgulho

Ao pronunciares meu nome

Ou comentares meus feitos

Tão pequenos

Ver o brilho dos teus olhos

Ao me ver pregar a verdade

Os tapas, quando achavas

Que o que fiz não estava correcto

Embora muitas vezes estivesse
Sinto a tua falta...

Das nossas conversas,

Do que vivíamos.

Dos momentos que passámos juntos.

E só uma palavra resume

Todos os meus sentimentos.

SAUDADE... SAUDADE... SAUDADE...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

"O meu Jardim"

Hoje voltei ao jardim da minha infância. Há muito tempo que por lá não passava! Voltei… tomei-o como atalho! Foi somente a pressa da vida que me fez passar por lá! Boa a hora em que me atrasei. Se não, não teria feito este percurso!

Passo a passo fui olhando e relembrando a minha infância. Os pombos, ainda bicam e se escondem do grito das crianças.

No velho parque de diversões está agora um novo, moderno! Ainda me lembro quando, ao descer no escorrega, caía de cara ao chão e ficava com a boca cheia de areia. Quando andava nos velhinhos baloiços ou mesmo nos cavalinho de madeira. Hoje, tudo é diferente. O piso é outro! As crianças não se magoam quando caem. Os cavalinhos nem parecem ser o que são, mas agradam aos mais novos!
E fui andando… relembrando…
Dei de caras com o coreto, esse sim! Continua com o mesmo aspecto!
Num instante tentei fazer o rumo que fiz outrora, ver os Cisnes no lago… Por momentos esqueci que seria impossível!
No seu lugar está agora uma estação elevatória de águas residuais.
É certo que está bonita, mas para mim… Gerou-se um vazio enorme. Não pude reviver os momentos felizes em que corria alegre à volta do lago, em que me debruçava tentando alcançar um daqueles peixinhos vermelhos. Lembram-se?... cheguei a cair na água! Que alegria!
De repente, uma tristeza invadiu-me o peito… Mas segui o meu caminho cabisbaixa.
Vi a azáfama matinal dos trabalhadores da Câmara, tentando manter limpo o jardim da cidade. Nunca tinha imaginado ser possível ver alguém com aspirador no parque de diversões!
O tempo passou e não dei conta.
Está lindo o meu jardim! Mesmo sem o lago, mesmo sem os cisnes ou os peixinhos, até mesmo sem as heras que outrora cobriram aquelas muralhas, mesmo assim, diferente… está lindo o meu jardim!
Ali eu fui feliz!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Urgências em Peniche... p'ra quê?

A minha ida à urgência!
A situação que vou descrever foi vivida por mim, na minha ida ao Serviço de Atendimento Permanente do Hospital de Peniche na 6ª feira passada, dia 25. Por volta das 19h 30m dirigi-me à "urgência" (coisa que não fazia há pelo menos 2 anos). Depois de mais de 40 minutos à espera (tinha 2 pessoas à frente) lá ouvi o meu nome ser chamado para atendimento! Ouvi... consegui decifrar uns ruídos! ...lá entrei eu para o gabinete 1!
Eu: Boa noite Doutor!
Médico: ... (além da gripe eu estava com falta de audição, pois não ouvi resposta)
Eu: Posso-me sentar?
Médico: ... (talvez a falta de audição seja da gripe, continuei sem ouvir)
- Sentei-me -
Médico: Então diga lá (Ah afinal não estou surda, pensei)
Eu: Senhor Doutor eu penso que estou com uma grande gripe! Foi durante a tarde que me comecei a sentir assim e sinto que estou a começar a fazer febre. Saí há pouco do trabalho e nem fui a casa ver o febre. Além disto tenho o meu pai em casa em vésperas de ser submetido a cirurgia e tenho medo de lhe passar o vírus! É doente Oncológico! O Doutor sabe, podem surgir problemas! Eu raramente me queixo mas sinto que preciso de tratamento pois pressinto não ser uma simples gripe.
Médico: ... (voltei a não ouvir nada mas o Doutor deve ter dito algo pois puxou de um termómetro digital e estendeu-mo)
- Coloquei o termómetro -
- Enquanto aguardava o "trim-trim" do termómetro surgiu um outro médico e começou a falar com o que me estava a atender. Não sei que língua falavam! Provavelmente português mas com sotaque africano, sei lá! O 2º Médico retirou-se e ficámos de novo os dois... Continuava à espera do toque do termómetro. O médico, como não tinha nada que fazer enquanto esperava, procurava com preocupação uma folha com os selos (aqueles que eles põem nas receitas) que acabou por encontrar no bolso da camisa! Tenho de referir que ele tinha camisa, camisola e bata vestida... Pois! Pra tirar os ditos selos o Senhor Doutor teve de se "esbarrigar" todo na minha frente tal era a preocupação em encontrar a folha dobrada e em tão mau estado. Claro que tudo isto sem eu nunca ouvir uma palavra ou mesmo o Doutor olhar para mim! Enfim ouvi o toque do termómetro. -
Eu: Já está Senhor Doutor! (e entreguei-lhe o termómetro que marcava 37,7º)
Médico: ... (olhou para o termómetro com muita atenção e passado um minuto, talvez...)
Médico: Estou-lhe a passar um "pozinho", para pôr em água, que lhe vai tirar a febre e uns pingos para pôr no nariz. (Assinou a receita e estendeu-ma)
- Não sou BURRA - Compreendi que tinha acabado a consulta. Tudo isto durou 5 minutos se tanto! Como sou educada, levantei-me...
Eu: Obrigada Sr Doutor. Boa Noite! Bom fim de semana! (não me receitou nada para a audição não ouvi a resposta do Doutor)
- e saí! - Já na sala de espera, pessoas que viram no estado em que eu estava quando entrei, comentaram a rapidez com que me consultaram! Deixei que tirassem as suas próprias conclusões acerca do serviço para quando fossem elas mesmo atendidas! Tive medo!.. Do quê? Que me acusassem de racismo, pois ambos os médicos de serviço eram negros. Não que isso afecte as suas competências, longe de mim! -
E pronto! Esta foi a minha ida à "urgência"!!!
PS.: Saí de lá e fui à Farmácia de serviço onde contei o acontecido e pedi que me desse algo que me fizesse bem, pois tinha consciência de que o que levava na receita nada me iria fazer! O farmacêutico de serviço, pessoa experiente, olhou-me e disse - parece impossível! No estado em que estás só te deram isto? - Lá fui para casa com os medicamentos que me deram na farmácia... Tenho de referir que nessa mesma noite pelas 23:30 a minha febre tinha subido aos 39,6º! Como é óbvio não me lembro bem do meu estado pois não estava em condições de raciocinar, mas a minha mãe diz que delirei com febre e que estava com muitos tremores (espasmos) devidos ao febre! Os medicamentos que o farmacêutico me deu, em conjunto com o tal "pozinho" do Senhor Doutor começaram a fazer efeito e a febre baixou! Passei o fim de semana na cama pois mal tinha força para andar em pé!
Estive assim depois de ir à "urgência" e vir de lá com uns "pozinhos" milagrosos!!! Agora digam-me!... Que raio de luta é esta para manter as URGÊNCIAS em Peniche? Se não as temos, não as podemos manter!!!

A importância de criar um blog

Para muitos ter um blog é um entretimento, um hobby. Mas pode não o ser. Pode ser um modo possível de desabafar num país em que se apregoa a liberdade de expressão mas que, por vezes, não nos dá o direito tecer certos comentários acerca de determinado assunto pois sujeitamo-nos a que nos "caiam em cima" com palavras ríspidas, sugerindo que não sabemos viver em sociedade e que nunca estamos contentes com o que temos. Pois bem, é precisamente por não estar contente com o que tenho que resolvi criar um blog. Nada do que aqui irei escrever será à "toa"! Todos os textos e/ou opiniões terão um fundamento. Tentarei descrever sobretudo situações vividas ou presenciadas por mim.