quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Urgências em Peniche... p'ra quê?

A minha ida à urgência!
A situação que vou descrever foi vivida por mim, na minha ida ao Serviço de Atendimento Permanente do Hospital de Peniche na 6ª feira passada, dia 25. Por volta das 19h 30m dirigi-me à "urgência" (coisa que não fazia há pelo menos 2 anos). Depois de mais de 40 minutos à espera (tinha 2 pessoas à frente) lá ouvi o meu nome ser chamado para atendimento! Ouvi... consegui decifrar uns ruídos! ...lá entrei eu para o gabinete 1!
Eu: Boa noite Doutor!
Médico: ... (além da gripe eu estava com falta de audição, pois não ouvi resposta)
Eu: Posso-me sentar?
Médico: ... (talvez a falta de audição seja da gripe, continuei sem ouvir)
- Sentei-me -
Médico: Então diga lá (Ah afinal não estou surda, pensei)
Eu: Senhor Doutor eu penso que estou com uma grande gripe! Foi durante a tarde que me comecei a sentir assim e sinto que estou a começar a fazer febre. Saí há pouco do trabalho e nem fui a casa ver o febre. Além disto tenho o meu pai em casa em vésperas de ser submetido a cirurgia e tenho medo de lhe passar o vírus! É doente Oncológico! O Doutor sabe, podem surgir problemas! Eu raramente me queixo mas sinto que preciso de tratamento pois pressinto não ser uma simples gripe.
Médico: ... (voltei a não ouvir nada mas o Doutor deve ter dito algo pois puxou de um termómetro digital e estendeu-mo)
- Coloquei o termómetro -
- Enquanto aguardava o "trim-trim" do termómetro surgiu um outro médico e começou a falar com o que me estava a atender. Não sei que língua falavam! Provavelmente português mas com sotaque africano, sei lá! O 2º Médico retirou-se e ficámos de novo os dois... Continuava à espera do toque do termómetro. O médico, como não tinha nada que fazer enquanto esperava, procurava com preocupação uma folha com os selos (aqueles que eles põem nas receitas) que acabou por encontrar no bolso da camisa! Tenho de referir que ele tinha camisa, camisola e bata vestida... Pois! Pra tirar os ditos selos o Senhor Doutor teve de se "esbarrigar" todo na minha frente tal era a preocupação em encontrar a folha dobrada e em tão mau estado. Claro que tudo isto sem eu nunca ouvir uma palavra ou mesmo o Doutor olhar para mim! Enfim ouvi o toque do termómetro. -
Eu: Já está Senhor Doutor! (e entreguei-lhe o termómetro que marcava 37,7º)
Médico: ... (olhou para o termómetro com muita atenção e passado um minuto, talvez...)
Médico: Estou-lhe a passar um "pozinho", para pôr em água, que lhe vai tirar a febre e uns pingos para pôr no nariz. (Assinou a receita e estendeu-ma)
- Não sou BURRA - Compreendi que tinha acabado a consulta. Tudo isto durou 5 minutos se tanto! Como sou educada, levantei-me...
Eu: Obrigada Sr Doutor. Boa Noite! Bom fim de semana! (não me receitou nada para a audição não ouvi a resposta do Doutor)
- e saí! - Já na sala de espera, pessoas que viram no estado em que eu estava quando entrei, comentaram a rapidez com que me consultaram! Deixei que tirassem as suas próprias conclusões acerca do serviço para quando fossem elas mesmo atendidas! Tive medo!.. Do quê? Que me acusassem de racismo, pois ambos os médicos de serviço eram negros. Não que isso afecte as suas competências, longe de mim! -
E pronto! Esta foi a minha ida à "urgência"!!!
PS.: Saí de lá e fui à Farmácia de serviço onde contei o acontecido e pedi que me desse algo que me fizesse bem, pois tinha consciência de que o que levava na receita nada me iria fazer! O farmacêutico de serviço, pessoa experiente, olhou-me e disse - parece impossível! No estado em que estás só te deram isto? - Lá fui para casa com os medicamentos que me deram na farmácia... Tenho de referir que nessa mesma noite pelas 23:30 a minha febre tinha subido aos 39,6º! Como é óbvio não me lembro bem do meu estado pois não estava em condições de raciocinar, mas a minha mãe diz que delirei com febre e que estava com muitos tremores (espasmos) devidos ao febre! Os medicamentos que o farmacêutico me deu, em conjunto com o tal "pozinho" do Senhor Doutor começaram a fazer efeito e a febre baixou! Passei o fim de semana na cama pois mal tinha força para andar em pé!
Estive assim depois de ir à "urgência" e vir de lá com uns "pozinhos" milagrosos!!! Agora digam-me!... Que raio de luta é esta para manter as URGÊNCIAS em Peniche? Se não as temos, não as podemos manter!!!

A importância de criar um blog

Para muitos ter um blog é um entretimento, um hobby. Mas pode não o ser. Pode ser um modo possível de desabafar num país em que se apregoa a liberdade de expressão mas que, por vezes, não nos dá o direito tecer certos comentários acerca de determinado assunto pois sujeitamo-nos a que nos "caiam em cima" com palavras ríspidas, sugerindo que não sabemos viver em sociedade e que nunca estamos contentes com o que temos. Pois bem, é precisamente por não estar contente com o que tenho que resolvi criar um blog. Nada do que aqui irei escrever será à "toa"! Todos os textos e/ou opiniões terão um fundamento. Tentarei descrever sobretudo situações vividas ou presenciadas por mim.